Carmem Rodrigues, Advogado

Carmem Rodrigues

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Matheus Galvão, Advogado
Matheus Galvão
Comentário · há 8 anos
Obrigado por participar =]. Tenho alguns pontos que sempre levanto e, inclusive comentei abaixo.

Muitos dos usuários que chegam até o Escritório Online pesquisaram artigos ou informações no site, em busca de informação básica. Informação essa que é direito de todos conhecer. Elas querem entender um direito básico seu, mas não conseguem. Muitas vezes porque a informação é incompleta, tem uma linguagem inacessível, ou sequer está disponível.

Querer saber sobre direitos básicos não é uma consulta. Para mim, como advogado, consulta é uma abordagem estratégica aplicada ao caso concreto apresentado por um cliente. Já a dúvida é uma questão de desinformação. Quais são os direitos básicos de um trabalhador? Como ocorre o processo de divórcio em geral? Como posso assegurar uma convocação num concurso público? Quem tem direito a se aposentar?

O problema é que nós advogados e a própria OAB mantemos os cidadãos desinformados em nome de uma falsa ética. Quantas vezes nós, profissionais do direito, produzimos conhecimento jurídico acessível a qualquer cidadão para que ele fique esclarecido e tenha consciência de quando precisa de um advogado ou não? Na maioria das vezes advogados escrevem com vaidade e sequer conseguem passar a mensagem para um cidadão em busca de informação

Veja quantos sites de medicina divulgam informações acessíveis. Agora veja a resistência de advogados e o Código de Ética da OAB que proíbe práticas que são fundamentais para esclarecer todos os cidadãos.

E cidadãos desinformados pagam menos. Quando você e eu queremos comprar um celular, antes, nós vemos a nossa necessidade e pesquisamos qual aparelho nos atende melhor. Eu pelo menos faço isso, e em seguida procuro uma loja. Com advogados deveria ser o mesmo.

Cidadãos têm o direito de ter acesso ao conhecimento de seus direitos básicos. E por que isso não é feito? Por que não educá-los, torná-los conscientes e deixá-los bem informados para tomarem uma decisão mais acertada. Penso que só assim seremos valorizados. Não devemos esperar da OAB, que - pelo visto - prefere cidadãos desinformados, nem mesmo do Jusbrasil, que pelo menos faz o seu papel de aproximar as duas pontas (advogados e cidadãos). Temos que partir para uma revolução de acesso de todos à informação. E isso começa por nós.

Um abraço! =]
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